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Dá para Treinar com Dengue? A Auditoria do Mosquito: Por Que o Dia em Que a Febre Cai É o Dia Mais Perigoso de Toda a Infecção (Não o Liberado) — o Dossiê de 58,4 Milhões de Casos Sintomáticos Que Mais Que Dobra a Cada Década Desde 8,3 Milhões em 1990, o Recorde Brasileiro de 2024 com 6,6 Milhões de Casos e 6.200 Mortes a 3.157 por 100.000 Nacionais, o Mapa de Fases da OMS (Febril → Crítica → Recuperação) Onde a Janela Crítica Abre Exatamente Quando a Febre Cai, o Envolvimento Muscular Direto com Dor na Panturrilha em 69,3% e CK de 1.000–5.000 U/L em 46% de 176 Crianças da Bahia, Miocardite Agrupada em 21,0% dos Casos Laboratorialmente Confirmados e Mais Alta Abaixo dos 20 Anos, o Veredito do Estudo DREAM de Que a Contagem de Plaquetas Não É o Portão (Transfusão Profilática Nula no Sangramento com 6× Mais Eventos Adversos), 33,3% dos Adultos Brasileiros Ainda Sintomáticos aos 2 Meses e 18,0% aos 3 — e o Retorno Guiado por Sintomas, Ciente das Fases, Que Respeita Cada Um Desses Números

Este post começa com três cercas porque a dengue é uma doença em fases vestida de figurino "é só uma virose" — e cada fase pune um erro de academia diferente. Cerca um: a dengue tem sinais de alarme que significam pronto-socorro-agora, não descanso-amanhã — dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de gengiva ou nariz, sonolência ou agitação, pele fria e pegajosa, urina que cai; qualquer um deles encerra toda conversa de treino deste arquivo [5][6]. Cerca dois: o dia em que a febre cai não é o liberado — no mapa de fases da OMS, as 24–48 horas em torno da queda da febre são exatamente quando a fase crítica (extravasamento plasmático, choque) se abre na minoria que evolui para dengue grave; "passou a febre, voltou a academia" é a frase mais perigosa de toda a dengue [5]. Cerca três: nada de anti-inflamatórios e nada de aspirina na dengue aguda, nunca — ibuprofeno e companhia aumentam o risco de sangramento sobre uma contagem de plaquetas que já está caindo; febre e dor muscular recebem paracetamol e hidratação a critério da equipe que acompanha o caso, e mascarar sintomas para treinar é desclassificado duas vezes (a auditoria de analgésicos tem o dossiê geral; na dengue ele vale absoluto) [5]. Dor no peito, palpitações que você sente em repouso ou desmaio passam por um médico antes de passar por um treino [7]. De pé as cercas, a pergunta por baixo é a mais sazonal do cinturão de dengue do mundo — a epidemia brasileira de 2024 sozinha foi a maior já registrada em qualquer lugar da terra [3][4] — e esta biblioteca nunca a tinha aberto: o arquivo genérico de treinar doente cobre infecção aguda no geral, mas a estrutura em fases da dengue, seu ataque direto ao músculo e ao coração e sua cauda de dois meses fazem dela a sua própria auditoria. Esta é ela.

A resposta curta: durante a infecção, não — depois, um retorno guiado pelos sintomas, não pelo calendário

Reduza o dossiê à espinha e quatro achados o carregam. A infecção aguda é um não absoluto — todas as estruturas que importam para uma sessão de treino estão sob ataque ao mesmo tempo: febre, plaquetas em queda, plasma vazando nos piores casos [5], músculo mensuravelmente inflamado (em 176 crianças baianas, dor na panturrilha em 69,3%, creatina quinase de 1.000–5.000 U/L em 46% e acima de 5.000 em 17% [9]) e um coração tocado em um quinto dos casos confirmados em laboratório (miocardite com prevalência agrupada de 21,0% [7]). A janela de perigo é a saída, não a entrada: a dengue grave se declara na queda da febre — a febre caindo é quando os sinais de alarme se vigiam com mais rigor, em repouso, hidratado, perto de atendimento [5]. O retorno é guiado pelos sintomas porque a cauda é real: 33,3% de 90 adultos brasileiros ainda estavam sintomáticos aos dois meses — fadiga, artralgia, fraqueza, adinamia [12] — e 18,0% de uma coorte de Singapura carregavam ao menos um sintoma além dos três meses [13]; um plano "duas semanas e voltei" baseado em calendário colide com esses dados. E a porta contraintuitiva: o ensaio que tentou consertar o número de laboratório mais assustador falhou — a transfusão profilática de plaquetas não reduziu sangramento (21% vs 26%, sem significância) enquanto multiplicou por seis os eventos adversos [11] — o que aposenta o modelo mental "espere o número subir": o retorno se organiza sobre o estado clínico, não sobre um valor isolado. O que nenhuma parte deste dossiê diz é que a dengue encerra uma vida de treino. Ela a pausa, fase por fase — e quem respeita as fases volta inteiro.

Quem está perguntando: o dossiê de escala, e por que a pista pt-BR é estrutural

A dengue é a doença viral transmitida por mosquito mais importante da terra, e a curva vai na direção errada. O dossiê de Carga Global de Doença contabilizou 58,4 milhões de casos sintomáticos em 2013 (incerteza de 23,6–121,9 milhões), contra 8,3 milhões em 1990 — mais que dobrando a cada década — ao lado de uma média de 9.221 mortes por ano e 1,14 milhão de DALYs [1]. A coluna pediátrica é um alarme próprio: 21,6 milhões de casos incidentes em crianças e adolescentes em 2021, alta de 64,4% desde 1990, com a América Latina tropical a região de maior incidência do planeta a 6.040 por 100.000 [2]. E então a coluna que torna a pista pt-BR deste post estrutural, não decorativa: 2024 foi a maior epidemia de dengue já registrada em qualquer lugar. Só o Brasil reportou 6,6 milhões de casos e 6.200 mortes [4], com incidência nacional de 3.157 por 100.000 e aglomerados geoespaciais que puseram alguns municípios acima de 20.000 por 100.000 [3]. Num ano de epidemia desse porte, "posso treinar?" é perguntada por milhões de pessoas ao mesmo tempo — em academias de Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo — geralmente com um fisioterapeuta de plantão ou um post de Instagram respondendo no lugar de um dossiê. A resposta certa existe, é baseada em fases, e esta auditoria a monta.

A porta das fases: por que a queda da febre é a armadilha

A dengue não é um estado de doença; são três em sequência, e a reclassificação da OMS de 2009 — feita justamente porque o esquema antigo de 1997 perdia a maioria dos casos graves (sensibilidade de 24,8–74%, contra 88–98% da classificação de 2009) [5] — os mapeia: a fase febril (febre alta, cefaleia, dor retroorbital, mialgia e artralgia intensas — o apelido "quebra-ossos" é merecido), a fase crítica que se abre quando a febre cai, por volta dos dias 3–7: na maioria das pessoas, uma janela de vigília de 24–48 horas que passa em silêncio; numa minoria, extravasamento plasmático por capilares que perderam a vedação, sangue concentrado, choque; e a fase de recuperação, quando o líquido é reabsorvido, o apetite e a urina voltam, e começa a convalescença de que a segunda metade deste post trata [5]. Duas leituras específicas do treino seguem. Primeira, a fase febril desqualifica o treino duas vezes: o arquivo genérico de virose já bancam a febre ("sintomas do pescoço para baixo" — e a dengue não é nada além de sintomas do pescoço para baixo), e a dengue acrescenta o mecanismo próprio — esforço, desidratação e calor sobre um leito vascular que está prestes a ser testado pelo extravasamento plasmático [5]. Segunda, a fase crítica desqualifica até o descanso errado: quem sente a febre cair e comemora com uma corrida, uma pelada ou um turno de trabalho pesado está se exercitando exatamente na janela em que os sinais de alarme exigem o oposto — repouso, hidratação oral e proximidade de atendimento [5][6]. O mnemônico que o Ministério da Saúde brasileiro repete todo verão cabe verbatim num post de treino: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sonolência ou agitação, sangramento de gengiva ou nariz, manchas vermelhas na pele, pele fria e pegajosa, urina em colapso — qualquer um deles, com a febre caída, é ambulância, não soneca [5][6].

A porta do músculo: a dengue é um dossiê de miosite, e a CK prova

O fato mais subestimado na conversa "quando posso voltar a treinar?": a dengue não é uma indisposição viral genérica — o vírus infecta e inflama o músculo esquelético diretamente, e a lesão é mensurável. O dossiê pediátrico baiano é o recorte mais limpo: 176 crianças com dengue confirmada, dor na panturrilha em 69,3%, mialgia em 89,2%, creatina quinase de 1.000–5.000 U/L em 46% e acima de 5.000 em 17% — com, e isso importa para o leitor propenso ao pânico, nenhum caso evoluindo para lesão renal ou óbito [9]. Adultos leem o mesmo arquivo: a mialgia "quebra-ossos" da fase aguda é literalmente músculo inflamado e vazando. A cauda existe e está documentada — a miosite aguda por dengue pode se apresentar como quadriparesia e rabdomiólise fulminante com insuficiência renal aguda [10] — mas é a cauda rara, não o caso mediano [9]. Para a pergunta do retorno, o dossiê da CK dita os termos: você não está "pulando o dia de perna à toa" enquanto a mialgia e a fraqueza persistem — está deixando um órgão ativamente lesado terminar de cicatrizar antes de carregá-lo. A regra prática que esta porta escreve: a primeira sessão com carga espera a resolução completa da mialgia e uma escada sem peso nenhum; e a primeira semana de volta é deliberadamente leve (perto da metade das cargas anteriores, reconstruída na lógica da sobrecarga progressiva), porque um leito muscular que acabou de levar um golpe de CK não deve nada a ninguém em forma de máximo. Note o que esta porta não diz: ela não recomenda pedir um exame de CK para se liberar — o dossiê baiano é epidemiologia descritiva, não protocolo de retorno ao esporte [9]; o portão que você consegue ler de fato é o sintoma.

A porta do coração: um quinto dos casos confirmados, na maioria silencioso, nunca ignorável

O dossiê do medo, tratado com honestidade. Duas metanálises quantificam o acometimento cardíaco na dengue: em 12 estudos e 2.795 pacientes com dengue confirmada em laboratório, a prevalência agrupada de miocardite foi de 21,0% (IC 95% 9–38) — com um intervalo enorme entre estudos (2,4–78%) que diz tanto sobre testes e limiares diferentes quanto sobre populações [7]; e na literatura mais ampla de arboviroses, eventos cardíacos agrupados na dengue rodaram a 27,2%, com miocardite mais alta em pacientes abaixo dos 20 anos (33,9%) [8]. Leia esses números como os cardiologistas que os escreveram leem: na maioria subclínicos — altas de troponina e alterações transitórias de ECG em pessoas que sentem palpitações ou nada, resolvendo com a infecção [7][8] — mas genuinamente presentes, ocasionalmente fulminantes, e completamente invisíveis à autoavaliação. É por isso que a cerca no topo deste post é cardiológica primeiro para dor no peito, palpitações em repouso ou síncope [7], e é por isso que a escada de retorno à intensidade desta auditoria tem um degrau cardiológico: qualquer desses sintomas durante ou depois da dengue, ou um caso que exigiu internação, significa um médico liberando a volta aos tiros duros e às cargas pesadas — a reconstrução caminhada-para-zona-2 abaixo é a via conservadora que não precisa de liberação além da resolução dos sintomas. Os posts irmãos do dossiê cardiovascular desta biblioteca (a auditoria da fibrilação atrial, o arquivo da pressão arterial) cobrem as condições crônicas; a história cardíaca da dengue é aguda, em geral transitória, e rastreada por sintomas, não por teste ergométrico [7][8].

O contrarquivo das plaquetas: o estudo DREAM, ou por que nenhum número isolado é o portão

Toda conversa sobre dengue no Brasil vira, mais cedo ou mais tarde, uma conversa sobre a contagem de plaquetas — então esta auditoria deve a ela a evidência mais forte do dossiê. O ensaio DREAM randomizou 372 adultos com dengue e trombocitopenia profunda para transfusão profilática de plaquetas ou apenas cuidado de suporte — e a transfusão não reduziu sangramento clínico (21% transfundidos vs 26% controles, RR 0,81, IC 95% 0,56–1,17, p=0,16) enquanto causou eventos adversos a mais de seis vezes a taxa (13 vs 2 eventos, RR 6,26, p=0,0064), incluindo reações transfusionais e sobrecarga hídrica [11]. A lição generaliza muito além da medicina transfusional: a contagem de plaquetas é um marcador lido dentro de um quadro clínico inteiro — sangramento, hidratação, estado hemodinâmico — e perseguir ou comemorar o número em si não compra nada. Para quem treina, duas traduções honestas. Primeira: o meio de um caso de dengue não é o momento de negociar com valores de laboratório; a equipe que acompanha lê o quadro todo, e "minhas plaquetas estão em 80 mil, isso é basicamente normal, vou treinar" é uma frase que ninguém envolvido nos dados do DREAM assinaria [11]. Segunda, e mais útil: na convalescença você não precisa de um número para voltar a caminhar — o estado clínico é o portão que a evidência de fato sustenta (febre ausente há 24–48h sem sinais de alarme, mialgia em resolução, hidratação e apetite de volta), exatamente o estágio que a próxima seção monta [5][11]. Tentativas máximas e esportes de contato são a única categoria em que a lógica do risco de sangramento ainda diz: espere a equipe confirmar a recuperação hematológica completa, porque uma contagem de plaquetas ainda em recuperação muda o preço de uma barra que escapa ou de uma cotovelada na cara.

A porta da convalescença: a cauda de dois meses, e a escada guiada pelos sintomas

O achado que mais muda comportamento real é a cauda. A própria coorte prospectiva brasileira acompanhou 90 adultos com dengue por dois meses: 33,3% (30/90) ainda estavam sintomáticos na marca de dois meses — fadiga, artralgia, fraqueza, adinamia, inapetência, alteração do paladar e queda de cabelo entre os sintomas persistentes [12]. A coorte de Singapura por telefone pôs a cauda mais longa em 18,0% com ao menos um sintoma aos três meses ou mais (contra 14,6% após uma infecção respiratória aguda comum — a dengue não é cruel única, mas também não é boba), com custos mensuráveis na qualidade de vida mental dos ainda sintomáticos (componente mental do SF-12: 47,7 vs 56,0) [13]. Duas desmistificações antes da escada. A fadiga pós-dengue é real, comum e não é descondicionamento para ter vergonha — um terço dos adultos a carrega aos dois meses [12]; trate-a como a cauda metabólica da infecção, não como preguiça. A queda de cabelo é eflúvio telógeno — a doença febril empurra os folículos para a fase de queda, o cabelo nasce de volta, e isso não tem nada a ver com sua proteína nem com seu treino; a coorte brasileira documentou com naturalidade [12]. A escada de retorno em si, guiada por sintomas em cada degrau:

  1. Degrau zero — a janela de vigília. Febre caída, 24–48h limpas, sem sinais de alarme, comendo e bebendo normalmente, urinando bem: esta é a confirmação da fase de recuperação — ainda sem treino [5].
  2. Degrau um — caminhada, vida diária, 3–7 dias. Caminhadas leves em ritmo de conversa; escada sem peso; hidratação continua engenheirada, não opcional [5][12].
  3. Degrau dois — aeróbico leve (zona 2), primeira semana estruturada. Começa só quando a mialgia resolveu por completo; perto da metade do volume anterior; a regra que governa cada degrau a partir daqui: só avança quando dois dias consecutivos após o esforço permanecerem limpos de sintomas — uma queda tardia significa segurar, não empurrar (a auditoria do POTS roda a mesma lógica de envelope a partir de outra doença) [12][13].
  4. Degrau três — cargas pela metade, reconstrução progressiva. A porta do dossiê da CK: o leito muscular acabou de cicatrizar; intensidade se reconquista em uma a duas semanas de progressão programada, não numa sessão heroica [9].
  5. Degrau quatro — intensidade, depois trabalho máximo. Tiros duros e cargas quase máximas por último — e se o caso envolveu internação, sintomas cardíacos ou qualquer coisa na cerca cardiológica, a liberação de um médico fica na frente deste degrau [7].
  6. O cheque dos dois meses. Ainda significativamente fadigado ou sintomático por volta das 8 semanas? É o dossiê dos 33,3% falando [12] — conversa com médico (e, se precisar, o diferencial de anemia, porque fadiga persistente depois de uma infecção tropical mereita um olhar em ferro e afins), nunca um projeto de força de vontade.

A porta da prevenção: o programa sem tempo perdido é o vacinado

A porta inteiramente fora da academia — e a que torna todas as portas acima dispensáveis. O Brasil começou a distribuir a vacina tetravalente TAK-003 (Qdenga) pelo SUS em 2024, e o dossiê de ensaio por trás dela é forte onde mais importa: 80,2% de eficácia contra dengue sintomática confirmada e 90,4% contra dengue hospitalizada em 18 meses, no ensaio de fase 3 com 20.099 participantes [14], sustentando a 4,5 anos em 61,2% contra doença sintomática e 84,1% contra hospitalização [15]. A segunda alavanca é vetorial e brasileira: a liberação em escala urbana de Aedes aegypti com Wolbachia em Niterói deixou a bactéria duravelmente estabelecida a ≥95% de prevalência, e a incidência de dengue rodou 89% abaixo da era pré-intervenção — na epidemia recorde de 2024, Niterói esteve a 374 por 100.000 enquanto o estado em volta rodou a 1.884 e a nação a 3.157 [4]. Nenhuma das alavancas é decisão de treino — a elegibilidade da campanha de vacinação pertence ao sistema de saúde, e o programa do mosquito à saúde pública — mas a pessoa coberta pelas duas enfrenta o dossiê acima com probabilidades enormemente menores. O resumo desta auditoria para esta porta: o melhor programa de treino para a dengue é o que nunca precisar deste post.

O contrarquivo: o que o exercício não é, na dengue

Seção de honestidade, cinco entradas. Não existe ensaio randomizado de exercício na dengue aguda — este arquivo monta suas fases a partir da fisiopatologia, de dados de coorte e da evidência de ensaios em volta da doença; nenhum ensaio randomizou pacientes com dengue para treinar, e nenhum deveria. Exercício não trata extravasamento plasmático — o que salva a dengue grave é o reconhecimento precoce dos sinais de alarme e o manejo imediato de fluidos por uma equipe; a contribuição da academia para essa fase é sair da frente [5]. "Treinar fortalece a imunidade" não se aplica aqui — os benefícios do dossiê geral de imunidade são do treino moderado habitual entre infecções, não de um treino acionado dentro de uma; na dengue aguda o sistema imune não precisa de ajuda de uma barra. Os dossiês de CK e de miocardite são descritivos, não diagnósticos — eles explicam por que os sintomas são o portão do retorno; não prescrevem exames de liberação, e testar-se até o tranquilizador não é o protocolo deste post [7][9]. E o maior risco documentado deste dossiê inteiro é a impaciência em três figurinos: treinar durante a fase febril, mascará-la com anti-inflamatórios, ou comemorar a queda da febre com esforço [5] — cada um deles, uma forma de se exercitar exatamente dentro da janela em que a doença guarda seus piores desfechos. O sofá, desta vez, é o braço seguro.

Então o que você faz na prática? O protocolo de seis regras

1. Durante a febre: repouso, hidratação, paracetamol a critério da equipe, zero treino, zero anti-inflamatórios. A fase febril bancam tudo — e a matemática do sangramento torna os anti-inflamatórios proibição absoluta [5].

2. Quando a febre cair: vigie mais, não descanse menos. As próximas 24–48 horas são a janela da fase crítica — sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento, sonolência, pele fria e pegajosa, urina em colapso) são ambulância, não soneca [5][6].

3. Sintomas são o portão de tudo; números não são portão de nada. A confirmação da fase de recuperação é clínica — comendo, bebendo, urinando, mialgia em resolução; o dossiê DREAM aposentou a perseguição a números como estratégia, e nenhum valor de laboratório reinicia o treino sozinho [11].

4. As cercas cardiológicas são cercas duras. Dor no peito, palpitações em repouso ou síncope durante/depois da dengue, ou qualquer caso internado: liberação médica antes dos degraus de cima — sempre [7].

5. Suba a escada, dois dias limpos de cada vez. Caminhada → zona 2 → cargas pela metade reconstruídas com progressão → intensidade por último; uma queda tardia de sintomas significa segurar, e o dossiê dos 33,3% aos dois meses significa que a escada se sobe no ritmo dela, não no do calendário [12][13].

6. Registre o retorno como um bloco de treino, porque ele é um. Sessão, dose e a resposta sintomática de 12–72h depois — por escrito; o padrão é a direção do programa, e por volta das 8 semanas ainda-sintomático é dado para um médico, não veredito sobre sua disciplina [12].

Como o RightRep entra nisso

Um retorno que roda sobre sintomas roda sobre registros — e é esse o formato para o qual este app foi construído:

  • O log de sessões como o diário do retorno. O que você fez, em que dose, e como foram os dois dias seguintes — registrado por série, por sessão — é exatamente o conjunto de dados que as regras 5 e 6 usam para dirigir; a escada guiada por sintomas só funciona se o padrão estiver escrito em algum lugar.
  • Doses que você consegue de fato manter baixas. Os degraus do meio da escada nascem e morrem no trabalho submáximo disciplinado; a programação estruturada mantém o estímulo entediante exatamente do jeito que a convalescença quer — uma variável se movendo por vez.
  • O dossiê de consistência que a cauda recompensa. Com um terço dos adultos ainda sintomáticos aos dois meses [12], a volta se ganha com sessões que se repetem, não com sessões que impressionam.

O resumo da ópera

  • 58,4 milhões de casos sintomáticos de dengue no mundo em 2013, contra 8,3 milhões em 1990 — mais que dobrando por década, 9.221 mortes por ano [1].
  • Crianças e adolescentes: 21,6 milhões de casos em 2021, alta de 64,4% desde 1990 — a América Latina tropical é a região de maior incidência da terra a 6.040 por 100.000 [2].
  • Brasil 2024: 6,6 milhões de casos e 6.200 mortes — a maior epidemia de dengue já registrada em qualquer lugar; 3.157 por 100.000 nacionalmente [3][4].
  • O mapa de fases da OMS 2009: febril → crítica → recuperação — e a janela crítica se abre quando a febre cai, não antes [5].
  • O músculo é órgão-alvo: dor na panturrilha em 69,3%, CK de 1.000–5.000 U/L em 46% e >5.000 em 17% de 176 crianças baianas — na maioria benigno, ocasionalmente fulminante [9][10].
  • O coração, com honestidade: miocardite agrupada em 21,0% dos casos confirmados (na maioria subclínica), eventos cardíacos 27,2%, mais alto abaixo dos 20 — cercas cardiológicas são cercas duras [7][8].
  • DREAM: transfusão profilática de plaquetas nula no sangramento (21% vs 26%) com eventos adversos RR 6,26 — nenhum número isolado é o portão [11].
  • A cauda: 33,3% dos adultos brasileiros ainda sintomáticos aos 2 meses, 18,0% aos ≥3 — o retorno é guiado pelos sintomas, não pelo calendário [12][13].
  • Prevenção: TAK-003 a 80,2% / 90,4% contra hospitalização em 18 meses, 84,1% a 4,5 anos; Wolbachia em Niterói com 89% menos incidência — 374 vs 3.157 por 100.000 em 2024 [4][14][15].
  • O protocolo: repouso e hidratação na febre, zero anti-inflamatórios, vigília máxima quando a febre cai, caminhar antes de levantar, meia-carga antes da carga cheia, dois dias limpos entre cada degrau [5][9][11][12].

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Este post foi escrito pelo Assistente de IA do RightRep — a mesma IA que conta e pontua suas repetições em rightrep.app.

Fontes

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  2. Deng J, Zhang H, Wang Y, et al. Global, regional, and national burden of dengue infection in children and adolescents aged 0–19 years from 1990 to 2021. eClinicalMedicine, 2024;78:102943. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  3. Sena BF, et al. Geospatial clustering reveals dengue hotspots across Brazilian municipalities, 2024. Frontiers in Public Health, 2025;13:1620914. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  4. Anders KL, et al. Long-term durability and public health impact of city-wide wMel Wolbachia mosquito releases in Niterói, Brazil, during a dengue epidemic surge. Tropical Medicine and Infectious Disease, 2025;10(9). pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  5. Horstick O, Jaenisch T, Simmons CP, et al. Comparing the usefulness of the 1997 and 2009 WHO dengue case classifications. The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, 2014;91(3):621–634. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  6. Morra ME, Altibi AM, Iqtadar S, et al. Definitions for warning signs and signs of severe dengue according to the WHO 2009 classification: a systematic review and expert opinion. Reviews in Medical Virology, 2018;28(4):e1979. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  7. Sandeep M, et al. Myocarditis manifestations in dengue cases: a systematic review and meta-analysis. Journal of Infection and Public Health, 2023;16(11):1761–1768. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  8. Nicacio JM, Souza ASR, Guedes VMG, et al. Heart disease and arboviruses: a systematic review and meta-analysis. Viruses, 2022;14(9):2004. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  9. Birne RO, et al. Clinical features of dengue-associated myositis in children: a retrospective study. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), 2026;102(4):101549. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  10. Acharya S, Shukla S, Mahajan SN, Dutta TK. Acute dengue myositis with rhabdomyolysis and acute renal failure. Annals of Indian Academy of Neurology, 2010;13(3):221–222. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  11. Lye DC, Archuleta S, Syed-Omar SF, et al. Prophylactic platelet transfusion plus supportive care versus supportive care alone in adults with dengue and thrombocytopenia: a multicentre, open-label, randomised, superiority trial. The Lancet, 2017;389(10079):1611–1618. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  12. Tristão-Sá R, Kubelka CF, Zandonade E, et al. Clinical and hepatic evaluation in adult dengue patients: a prospective two-month cohort study. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2012;45(6):675–681. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  13. Kalimuddin S, et al. Chronic sequelae complicate convalescence from both dengue and acute viral respiratory illness. PLoS Neglected Tropical Diseases, 2022;16(8):e0010724. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  14. Biswal S, Reynales H, Saez-Llorens X, et al. Efficacy of a tetravalent dengue vaccine in healthy children aged 4–16 years: a randomised, placebo-controlled, phase 3 trial. The Lancet, 2020;395(10234):1423–1433. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  15. Tricou V, Saez-Llorens X, Yu D, et al. Long-term efficacy and safety of a tetravalent dengue vaccine (TAK-003): 4·5-year results from a phase 3, randomised, double-blind, placebo-controlled trial. The Lancet Global Health, 2024;12(2):e257–e270. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov